Pra quem está chegando agora, sugiro a leitura do post “O Que Fazer Então? Parte1.[Reflexão #125]” para entender a motivação e a intenção deste post de hoje e os próximos dessa série.
Em suma, foi abordado na introdução a necessidade de que “Precisamos de um despertamento. No entanto, não podemos esperar que o Espírito Santo venha e arrume toda bagunça que temos feito. Temos instrução clara da Palavra de Deus sobre o que ele fez por meio de Cristo, como ele espera que vivamos, como espera que organizemos sua igreja. Há pouco proveito para homens em clamarem por manifestações extrabíblicas, quando os princípios bíblicos são violados ao nosso redor. Deus nos deu a verdade, e não podemos apenas fazer o que é certo aos nossos próprios olhos e esperar que o Espírito Santo venha e abençoe nossos labores.”
Agora, Paul Washer começar a explanar sobre cada uma das dez acusações contra a Igreja Moderna.
A 1ª Acusação é: Uma negação da suficiência da Escritura.
Não poderia ser diferente que esta seja a primeira acusação. Sem a clareza do sentido da Bíblia, da sua inspiração, da sua suficiência, muitos dos argumentos seriam relativizados no decorrer das explicações realizadas.
“Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:15-17)
“Ao longo das últimas décadas tem ocorrido uma grande batalha no que diz respeito à inspiração das Escrituras. Contudo, existe apenas um problema. Quando vocês, como um povo, chegarem a crer que a Bíblia é inspirada vocês terão lutado apenas metade da batalha. Porque a questão não é meramente se a Bíblia é inspirada. É ela inerrante? A grande pergunta que segue e que deve ser respondida: A Bíblia é suficiente ou será que temos que trazer todos os chamados estudos das ciências sociais e culturais, a fim de saber como funciona uma igreja? Essa é uma questão importante.”
“Vários anos atrás, quando eu estava no seminário lembro-me que um professor entrou na sala e começou a desenhar pegadas no quadro-negro. E enquanto ele as marchava através da lousa, ele se virou para todos nós e disse apenas isto: “Aristóteles está caminhando pelas salas desta instituição. Cuidado, pois eu escuto suas pegadas mais claramente do que as do apóstolo Paulo e da equipe de homens inspirados que estavam com ele e até mesmo do que as do próprio Senhor Jesus Cristo.”
Nós chegamos a acreditar que um homem de Deus pode lidar com determinadas pequenas áreas da vida da Igreja, mas quando as coisas apertam temos que ir para os peritos das áreas sociais. Isso é uma absoluta mentira. Diz aqui, nas Escrituras, que o homem de Deus seja equipado, adequado, equipado para toda boa obra.
O que Jerusalém tem a ver com a Roma? E o que nós temos a ver com todas essas modernas ciências sociais que foram criadas justamente como um protesto contra a Palavra de Deus? E por que razão é que evangelismo e missões e as chamadas “estratégias de crescimento para a igreja” são mais moldados pelos antropólogos, sociólogos e os estudantes de Wall Street que se alinham a cada tendência cultural?
“A nossa atividade missionária, nossa atividade eclesiástica, tudo o que fazemos deve fluir de teólogos e exegetas, o homem que abre a sua Bíblia e tem apenas uma pergunta: “Qual é a Tua vontade, oh Deus?””
“Eu quero que você escute só por um momento Isaías, capítulo oito. Ouçam o que ele diz:
“Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram…” (Isaías 8: 19)
Esta é uma definição perfeita, ou pelo menos uma ilustração, das ciências sociais e os gurus das “estratégias de crescimento para a igreja” e todo o resto, porque cada dois ou três anos todas as suas principais teorias mudam. Não apenas sobre o que é um homem ou como você o conserta, mas também o que é uma igreja e como você faz para ela crescer. A cada dois ou três anos há outra novidade que vem daquilo que pode fazer a sua igreja “super” aos olhos do mundo.
Recentemente um dos maiores e mais conhecidos especialista das “estratégias de crescimento para a igreja” disse que ele descobriu que ele estava completamente errado em toda a sua teoria. Mas, em vez dele voltar às Escrituras, de joelhos, quebrantado e chorando, ele sai para encontrar outra teoria.
Eles não dão qualquer palavra clara. Diz aqui em Isaías:
“acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Isaías 8: 19)
Devemos nós, como homens da igreja, como pregadores, como pastores, como cristãos, ir lá fora e consultar os mortos espiritualmente, em nome de todos aqueles que o Espírito Santo vivificou? Absolutamente não. Absolutamente não.”
A primeira parte termina por aqui.
Creio que é algo que devemos pensar: Qual o valor que temos dado a Palavra de Deus? Tenho apenas crido que ela é a Palavra de Deus? Tenho certeza que ela é Suficiente? Ou precisamos dela e de mais alguma coisa?
A 2ª Acusação é: Uma ignorância a respeito de Deus. (em breve)
Wagner Lobato
Segue o vídeo, para quem preferir.







